Vitaminas e Minerais, quando suplementar?

Vitaminas e Minerais, quando suplementar?

Em recente publicação do Departamento de Medicina Preventiva do Brigham and Women’s Hospital da Escola de Medicina de Harvard, JoAnn E. Manson, MD, DrPH, esclarece o que existe de evidências para ajudar a responder dúvidas sobre suplementação de micronutrientes, assim como, orientar o uso correto e evitar o uso inapropriado de tais suplementos em pessoas saudáveis.

Nos Estados Unidos a indústria da suplementação alimentar é bilionária, com um valor de mercado estimado em 30 bilhões de dólares, são mais de 90.000 produtos registrados. Em recente pesquisa 52% dos adultos americanos usam no mínimo 1 suplemento e 10% utilizam no mínimo 4 suplementos. Vitaminas e minerais estão entre os mais populares sendo tomados por 48% e 39% dos adultos respectivamente, com o objetivo de manter a saúde e prevenir doenças.

Apesar deste entusiasmo, estudos clínicos randomizados não têm demonstrado benefícios claros na prevenção primária ou secundária de doenças crônicas não relacionadas à deficiência nutricional. Mais do que isto, alguns estudos sugerem que a suplementação de micronutrientes que excedem a recomendação de ingestão diária – exemplo, altas doses de betacaroteno, ácido fólico, vitamina E e selênio, podem ter efeitos perigosos, incluindo aumento da mortalidade, câncer e acidente vascular cerebral hemorrágico.

Ao contrário do uso de compostos isolados em forma altamente concentrada, uma dieta saudável fornece todos os nutrientes em proporções equilibradas.

De fato, a pesquisa mostra que os resultados positivos para a saúde estão mais fortemente relacionados aos padrões alimentares e aos tipos de alimentos específicos do que a ingestão de micronutrientes ou nutrientes individuais.

Embora a suplementação de micronutrientes de rotina não seja recomendada para a população em geral, a suplementação prevista pode ser garantida em grupos de alto risco para os quais os requisitos nutricionais podem não ser atendidos através de dieta, incluindo pessoas em determinados estágios de vida e aqueles com fatores de risco específicos.

Alimentação equilibrada, atividade física e boas horas de sono são sem dúvidas o que a maioria precisa.

Minha sugestão é sempre desconfiar de tratamentos que prometem muito através de suplementação com fórmulas cheias de vitaminas e minerais e buscar esclarecimento com profissionais que pratiquem uma Medicina Baseada em Evidências.

Fonte: JAMA. Published online February 5, 2018.

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